Entrei e senti como se estivesse vendo tudo que se passava naquela faculdade. Poucas barreiras visuais, poucas paredes, poucos guarda-corpos, poucos ambientes fechados, poucos fechamentos opacos, tudo parecia acontecer como que no mesmo espaço, a unidade era clara ali. A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de São Paulo, projeto de Vilanova Artigas, se mostrou pra mim como um espaço gigante e invejável, senti uma vontade de viver aquele espaço mais vezes.
Mesmo que pareça um projeto perfeito, ao analisá-lo com um olhar mais crítico, é possível perceber alguns problemas. Por exemplo, na cobertura foram criadas vigas em V com uma canaleta que leva as águas aos pilares para que desçam através deles. Tem-se que o caimento da viga feito com argamassa foi mal executado, causando “empossamento” da água. Foi necessário refazer o revestimento da viga para melhorar o caimento. Esse concerto foi feito sobre o original. Essas novas camadas não resolveram e ainda pesaram sobre a estrutura. Foram então tiradas duas camadas de argamassa e colocadas uma nova (do zero), melhorando o caimento. O problema foi gerado porque ao se fazer o cálculo da estrutura não se pensou na flecha gerada, o que prejudicou o cálculo do caimento. Recentemente, foi contratado um professor que elaborou um relatório técnico e fez amostras com três matérias na estrutura para observar os resultados, além disso, analisou o custo do material por m2 e o custo de sua manutenção. Agora, resta analisar esses materiais e ver qual será o mais adequado para o reforço da estrutura.
Esse projeto foi pensado para a sua função de Faculdade de Arquitetura e Urbanismo o que muitas vezes traz problemas. Quando a forma segue à função as duas ficam bem interligadas o que dificulta a flexibilidade no uso dos espaços. Por exemplo, com o avanço da tecnologia há uma dificuldade de adaptação dos espaços para a informática sem que haja uma descaracterização do edifício.
São problemas que se percebe graças a uma análise mais aprofundada, mas a primeira vista a sensação foi que estava em um espaço que funcionava em plena forma. O que mais chamou atenção foi realmente a clara conectividade entre os espaços no interior do projeto, e desse interior com o exterior, uma vez que se utiliza muito vidro e as características iniciais de um espaço aberto se mantém dando ao projeto esse caráter de continuidade que lhe cai muito bem.
Mesmo que pareça um projeto perfeito, ao analisá-lo com um olhar mais crítico, é possível perceber alguns problemas. Por exemplo, na cobertura foram criadas vigas em V com uma canaleta que leva as águas aos pilares para que desçam através deles. Tem-se que o caimento da viga feito com argamassa foi mal executado, causando “empossamento” da água. Foi necessário refazer o revestimento da viga para melhorar o caimento. Esse concerto foi feito sobre o original. Essas novas camadas não resolveram e ainda pesaram sobre a estrutura. Foram então tiradas duas camadas de argamassa e colocadas uma nova (do zero), melhorando o caimento. O problema foi gerado porque ao se fazer o cálculo da estrutura não se pensou na flecha gerada, o que prejudicou o cálculo do caimento. Recentemente, foi contratado um professor que elaborou um relatório técnico e fez amostras com três matérias na estrutura para observar os resultados, além disso, analisou o custo do material por m2 e o custo de sua manutenção. Agora, resta analisar esses materiais e ver qual será o mais adequado para o reforço da estrutura.
Esse projeto foi pensado para a sua função de Faculdade de Arquitetura e Urbanismo o que muitas vezes traz problemas. Quando a forma segue à função as duas ficam bem interligadas o que dificulta a flexibilidade no uso dos espaços. Por exemplo, com o avanço da tecnologia há uma dificuldade de adaptação dos espaços para a informática sem que haja uma descaracterização do edifício.
São problemas que se percebe graças a uma análise mais aprofundada, mas a primeira vista a sensação foi que estava em um espaço que funcionava em plena forma. O que mais chamou atenção foi realmente a clara conectividade entre os espaços no interior do projeto, e desse interior com o exterior, uma vez que se utiliza muito vidro e as características iniciais de um espaço aberto se mantém dando ao projeto esse caráter de continuidade que lhe cai muito bem.

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