segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Sala São Paulo – Estação Júlio Prestes


Na Estação Júlio Prestes conheci a antiga estação ferroviária e a área de espera da primeira, da segunda e da terceira classe. A estação como um todo se apresentou simétrica e grandiosa. E pequenos detalhes como a proteção das janelas remetendo ao café e a temática dos vitrais da sala de espera da segunda classe são bem interessantes. Além disso, o piso também possui flores que remetem ao período de construção e até houve uma infeliz tentativa de restauração desse piso que foi, felizmente, interrompida.
Nesse espaço, a terceira classe aguardava pelo trem nas proximidades do embarque. A segunda classe em um grande salão, com um piso diferenciado do da primeira classe e de mais baixo nível. Já a primeira classe tinha a opção de aguardar em todo o restante do espaço.
Nesse restante do espaço encontra-se a Sala São Paulo, que a primeira vista me pareceu magnífica. Ao longo da conversa com a monitora da visita, mostrando todas as soluções encontradas pra esse lugar, o meu encanto por aquele espaço foi aumentando. Foi pensado todo um sistema que possibilitasse o melhor conforto acústico possível para a Sala. Nesse sistema temos elevadores que movem o teto de acordo com o resultado acústico que se deseja. Como ainda funcionam trens urbanos na estação, há uma necessidade que o barulho desses trens não penetre na sala e por isso há um camada de concreto, outra de discos de borracha e outra de concreto, só depois é colocado o piso. Dessa forma a vibração do trem chega à primeira camada de concreto, é então absorvida pelos discos de borracha e não chegam à segunda camada de concreto. Outra parte desse sistema é a forração das portas e das cabines de espetáculos que auxiliam na acústica do espaço.
Infelizmente, por mais que essa Sala me pareceu magnífica à primeira vista, quando fui assistir a apresentação da orquestra me desapontei um pouco. Nada relacionado à acústica, realmente o sistema criado para o conforto acústico me pareceu muito eficaz. O desconforto foi em relação às segundas colunas que em cabines mais distantes do palco tampam a visão do espectador. Dessa forma, não há comodidade em algumas cabines para assistir a orquestra, mas apenas para ouvi-la.

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