Ao entrar por aquelas ruas pude ter uma sensação de aconchego, como se estivesse em um espaço que me convidasse a explorá-lo. Havia grandes galpões nos dois lados da pequena rua, galpões com uma escala muito maior que a minha, que a escala humana, o que pensei que me faria sentir menor diante daquilo tudo. No entanto, ao entrar no galpão o aconchego não foi embora, fui convidada a explorar o espaço e percorrendo pela biblioteca, pela pequena sala de jogos de mesa, me senti ainda mais próxima daquela arquitetura e não menor que ela. A arquiteta Lina, criadora desse projeto arquitetônico do SESC Pompéia foi capaz de criar um espaço que acolhe as pessoas, mesmo tendo grandes dimensões. Até mesmo o contraste de uma construção horizontal posta de lado à uma construção vertical de dimensões exuberantes não foi capaz de fazer sumir a sensação de aconchego.
O SESC tem um caráter de espaço dinâmico onde ao mesmo tempo em que alguém toca uma música, outro lê e, logo ali, as crianças brincam por entre os espaços de oficina. A arquiteta conseguiu fazer desse espaço um espaço de troca, através dessa dinâmica do espaço. A todo o momento é possível perceber atividades que tornam aquele espaço vivo, o que faz com que o indivíduo se torne conectado à esse espaço de uma excelente forma.
Ao entrar no teatro tive a sensação de que estava olhando para um grande espelho que refletia igualmente todas as cadeiras de um lado do teatro. Esse espaço é uma espécie de teatro arena. Além disso, tive como que uma ilusão de ótica com relação às cadeiras daquele teatro, os descansos para braço localizavam-se bem ao centro do encosto. E as mesmas me deixaram incomodada ao sentar, era justamente essa a proposta da arquiteta, visto que ela acredita que ao incomodar o espectador ele ficaria ligado ao que se passa no palco.
Embora haja grandeza dimensional no projeto, como já foi dito anteriormente, em pequenos detalhes é possível ver como ela pensa no indivíduo, na sua escala. Na escada circular que leva as quadras, por exemplo, sinto que elas abraçam o usuário como se fossem feitas exclusivamente para ele. Também nas ruas que são como ruelas onde só permitem a circulação de pessoas e bicicletas, ou pequenos carrinhos. Além desses, nos pequenos espaços para jogos e leitura, já citados, criados em meio ao grande galpão, também percebi essa escala mais humana.
O SESC tem um caráter de espaço dinâmico onde ao mesmo tempo em que alguém toca uma música, outro lê e, logo ali, as crianças brincam por entre os espaços de oficina. A arquiteta conseguiu fazer desse espaço um espaço de troca, através dessa dinâmica do espaço. A todo o momento é possível perceber atividades que tornam aquele espaço vivo, o que faz com que o indivíduo se torne conectado à esse espaço de uma excelente forma.
Ao entrar no teatro tive a sensação de que estava olhando para um grande espelho que refletia igualmente todas as cadeiras de um lado do teatro. Esse espaço é uma espécie de teatro arena. Além disso, tive como que uma ilusão de ótica com relação às cadeiras daquele teatro, os descansos para braço localizavam-se bem ao centro do encosto. E as mesmas me deixaram incomodada ao sentar, era justamente essa a proposta da arquiteta, visto que ela acredita que ao incomodar o espectador ele ficaria ligado ao que se passa no palco.
Embora haja grandeza dimensional no projeto, como já foi dito anteriormente, em pequenos detalhes é possível ver como ela pensa no indivíduo, na sua escala. Na escada circular que leva as quadras, por exemplo, sinto que elas abraçam o usuário como se fossem feitas exclusivamente para ele. Também nas ruas que são como ruelas onde só permitem a circulação de pessoas e bicicletas, ou pequenos carrinhos. Além desses, nos pequenos espaços para jogos e leitura, já citados, criados em meio ao grande galpão, também percebi essa escala mais humana.

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